EU LI #12 | A Idade Decisiva, de Meg Jay


Sinopse: A vida adulta parece começar cada vez mais tarde. A dúvida sobre qual carreira seguir, o alto custo para se manter, a dificuldade em encontrar bons empregos e a condescendência dos pais são fatores que fazem com que os jovens sintam que têm o aval da sociedade para curtir a vida ao máximo e deixar as questões mais importantes para depois. Mas essa entrada atrasada no “mundo real” traz consequências sérias e problemas que nem sempre podem ser revertidos. É comum as pessoas chegarem aos 30 anos sentindo-se atrasadas profissional e afetivamente. Elas olham para trás e se percebem sem rumo, entendendo um tanto tarde que seu tempo foi mal aproveitado. A Dra. Meg Jay mostra em A idade decisiva que é possível prever – e agir para evitar – esse tipo de alienação. A partir de inúmeros estudos e de sua experiência como psicóloga, ela chama atenção para os perigos inerentes a uma postura descompromissada e um futuro não planejado.


Especulativo, mas não deixa de ser um alerta!

Cheguei a esse livro através do feed de um amigo no Skoob. A capa (rss) e o tema me chamaram a atenção, e que bom que eu o li :)

A sinopse acima descreve bem do que se trata "A Idade Decisiva", a fase dos 20 aos 30 anos é o foco. A autora se empenhou para explicar porque a fase dos 20 anos importa e como é possível tirar o máximo proveito dela. O livro foi escrito em 1º pessoa, Meg Jay discorre sobre o assunto contando suas experiências com os seus pacientes tornando a leitura leve e rápida. Um fator importante que deve-se levar em conta ao ler esse livro é que o contexto do livro é a vida nos moldes dos E.U.A, portanto - óbvio -  há muita coisa que foge da realidade brasileira. O livro é dividido em 3 partes principais: TRABALHO, AMOR e O CÉREBRO E O CORPO. A autora diz como é importante viver no mundo real nessa faixa etária, enfatizando que os 30 anos não serão os novos 20 anos. 

"Uma cultura que considera os 30 anos como os novos 20 nos faz achar que estes últimos não importam"

Ela traz o conceito de "Capital de Identidade" que resumidamente é o investimento em nós mesmos - o currículo, diplomas, empregos, notas de provas, como falamos, como resolvemos problemas etc. O jovem não deve ser uma ilha, ele precisa explorar as possibilidades e ter coragem de assumir compromissos ao longo do caminho. Uma vida de oba-oba totalmente descompromissada com tudo, não é legal [isso eu já sabia rs].


Meg Jay explica a importância dos vínculos fracos (pessoas que conhecemos de vista - não parentes e nem amigos) e como essas pessoas podem influenciar substancialmente as nossas vidas. Através dos relatos de um paciente chamado "Ian" ela enfatiza que não decidir é também decidir, para ela é na faixa etária dos 20 anos que tomamos as decisões mais importantes da vida, evitar a tomada de decisões pode tornar a vida bem mais complicada para o jovem. Ela demonstra através de pesquisas (feitas nos E.U.A) a tendência dos jovens permanecerem mais tempo solteiros e até evitarem a constituição de família, e como esse tipo de pensamento tem formado um novo conceito de relacionamento que é o "morar juntos". A autora argumenta como é equivocado esse novo conceito de relacionamento, os jovens acham que "morando juntos" ou em compromissos "descompromissados" serão livres das responsabilidades e problemas da vida adulta, mas muito pelo contrário, essa escolha traz consigo uma bagagem de complicações futuras e muitas pessoas já tem pago um alto preço por isso.

Para mim foi impossível não me identificar com muita coisa descrita no livro, já que pertenço a essa faixa etária. Se o livro fosse composto somente pela primeira parte "TRABALHO" seria 5 estrelas e eu teceria uma série de elogios. Mas olhando de maneira geral achei o livro muito especulativo. A autora conta-nos os problemas dos pacientes e depois diz que "tudo se resolveu" - sabemos que a vida real não funciona assim - para mim é mais uma prova de como a psicologia por melhor que seja não pode trazer respostas ou soluções para os anseios do coração humano. Mesmo assim recomendo a leitura, o livro serve como uma espécie de alerta diante do que a cultura vem gritando em nossos ouvidos: "Você é livre! Desperdice a sua vida!"

É mais um livro que destaca a importância do tempo e como é necessário viver com sabedoria. Não se poderá colher amanhã algo que não foi plantado hoje.

"Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra." 
(Salmos 119:9) 

"Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios." 
(Salmos 90:12)

Título: A Idade Decisiva
Autor: Meg Jay
Editora: Sextante, 2014
Páginas: 240
Classificação: ★★★★★
Adicione: Skoob
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4 comentários:

  1. Kelly, estou lendo o livro. Ele nos confronta a refletir sobre muitas coisas em nossas vidas,repensar o que fizemos.Deveria ter lido a uns 10 anos atrás... rs rs rs Quando concluir a leitura, farei algumas reflexões neste blog

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    1. Olá! É um bom livro apesar de algumas ressalvas, refleti muito também enquanto lia.
      Aguardo as suas reflexões Anônimo rs.

      Sds^^

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  2. Li o livro. Meus Deus! Preciso correr para recuperar o tempo perdido. Foi esta a sensação. Este livro me alertou para a importância desta fase em que vivo. Família, carreira muita coisa para decidirmos nesta fase. Provocou em mim uma angústia,abriu os meus olhos. Realmente,nossa cultura prega algo diferente. Mas percebo que as pessoas de 30 anos hj têm mais entusiasmo pela vida que a geração anterior.

    Atualmente, não precisamos ter tudo resolvido aos 22 ou 24 anos.Temos mais tempo, porém precisamos utilizá-lo melhor.

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  3. Olá! Acho difícil a leitura desse livro não causar um desconforto em qualquer pessoa na faixa dos 20 ou - ainda mais - na faixa dos 30, porque o livro aponta para o que é "ideal", chegando ser até um pouco esmagador quando pensamos em como deixamos as "coisas" ou "decisões" importantes simplesmente passarem. Entretanto a vida não é uma máquina controlável, há coisas que infelizmente não tem como prever, voltar, recuperar ou fazer diferente, mas para outras... a cada nova manhã é possível recomeçar. Abs.

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