Amor do Pai: Filhos


Essas duas semanas foi uma correria. Confesso que me perdi um pouco no trabalho e deixei a escrita de lado. Bem, na verdade eu tentei escrever…, mas a inspiração estava bem longe. Todavia, existem bons amigos que me lembraram que, tudo quanto fazemos devemos fazê-lo com amor e não apenas porque tem que ser. Tratou-se de dias complicados, atarefados e demasiado acelerados. Senti-me longe do Pai, e fiquei mal por isso. Não consegui assimilar os horários, as tarefas, o trabalho, os imprevistos…, e só pensava nEle e a vontade mesmo era de mandar tudo ao ar e buscá-lo.

Contudo, ontem deu-se um click: embora eu tenha os meus compromissos, eu jamais me posso esquecer que sou filha. Filha de um Pai que criou o Universo e tudo o que existe nele. Que mesmo nessa imensidão, o Seu Espírito habita em mim e governa-me. Porém, me vi no seguinte conflito:“Como é que eu tenho apresentado Deus para as pessoas?”. E a resposta foi muito clara: “Margarida, tu apresentas Deus conforme a visão que tens dEle”.

Dado a uma parte do meu testemunho, Deus apresentou-se a mim, primeiramente, como Pai; destruindo assim, qualquer pensamento ou paradigma de vê-lo como um carrasco ou um ditador. Porém, tendo em conta os ciclos da minha vida, esqueço-me disso facilmente. Sou uma oscilação tremenda de emoções e conflitos internos que, em questão de segundos, sou capaz de me esquecer que Ele é Pai e que entende tudo quanto eu vivo e sinto.

A cada dia que passa eu tenho que acentuar mais a minha identidade nEle. Como? Olhando mais para Ele e conhecendo quem Ele é (Oséias 6:3). Porque conhecendo quem Ele é, eu vou saber quem eu sou e qual o propósito que persiste. Ao olhar para dentro de mim encontro, cada vez mais, aspectos que não gosto e que quero (desesperadamente) que desapareçam. Noto que tenho muito a renunciar, muito a abandonar... e que o que mais preciso nesse processo é da direção do Espírito Santo.

Quanto mais olho para mim, vejo que não sou nada. Contudo, percebi que o Pai gosta disso. Ele ama que eu reconheça que sou nada, porque depressa Ele me recorda que é tudo para mim, e que a Sua graça é suficiente, mesmo com as minhas imperfeições eu não deixo de ser filha. Mesmo quando eu me sinto fraca, Ele me sustenta e eu sou aperfeiçoada segundo o Seu poder (II Coríntios 12:9).

Assim, para terminar esta sequela – assim como termina mais uma semana –, eu entendi algo: independentemente do lugar onde eu esteja e o que esteja a fazer, eu sou filha e quando eu falo dEle, eu falo do meu Pai. Ele não me perde de vista e está sempre atento. Talvez, o nosso problema nos dias de hoje é que nós perdemos um pouco a noção da presença do Pai em todos as horas, em todos os minutos e segundos da nossa vida.

Em suma, independentemente da forma como Deus se apresentou a nós pela primeira vez, como amigo, como pai, como companheiro…, não importa! O importante é que não nos esqueçamos que pertencemos a Ele. Que o seu Espírito habita em nós e que somos herdeiros junto com Cristo. Jesus, o Filho de Deus levou a Sua missão até ao fim para nos revelar o Pai e a graça que hoje nos envolve da plenitude de Sua Glória!



   Ana Margarida, 23 anos e mora em Portugal. Formada em Ciência Política e Relações Internacionais. Escritora por vocação e paixão. Instagram

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