O competidor orgulhoso (Um ano com C.S.Lewis)


A FORMA mais fácil de você descobrir o quanto é orgulhoso é perguntar-se: "Como eu me sinto quando os outros me esnobam ou se recusam a me notar, ou se intrometem ou mandam em mim?" O fato é que o orgulho de cada pessoa compete com o orgulho de todos os demais. É porque eu realmente queria "arrasar" na festa, que me irritei tanto por outra pessoa ter sido a estrela. Dois bicudos não se beijam. Agora, o que é preciso ver claramente é que o orgulho é essencialmente competitivo por natureza própria, enquanto os demais pecados são competitivos, por assim dizer, acidentalmente. O orgulhoso não tem prazer em ter algo, mas somente em ter mais do que o próximo. Alegamos que alguém tem orgulho por ser rico, ou inteligente, ou de boa aparência, mais isso não é verdade. Ele se torna orgulhoso por ter ficado mais rico, ou mais inteligente, ou mais bonito do que os outros. Se todo mundo se tornasse igualmente rico, inteligente ou bonito, não haveria nada de que se orgulhar. É a comparação que nos torna orgulhosos: o prazer de estar acima das outras pessoas. Uma vez eliminado o comportamento competitivo, desaparece o orgulho. Eis porque eu digo que o orgulho é essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são. [...] Talvez a ambição me leve ao espírito de competição se não for possível me desviar dela. Porém, o homem orgulhoso, mesmo quando conquistou mais do que poderia desejar, tentará conseguir sempre mais só para garantir o seu poder. Praticamente todos os tipos de mal existentes no mundo, que as pessoas atribuem à ambição ou ao egoísmo, são, com muito mais frequência, resultados do orgulho.

FONTE: LEWIS, C.S. Um ano com C.S.Lewis, Editora Ultimato, 2005, pg 96 (Leitura diária 20 de março, da Obra Cristianismo Puro e Simples)


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