Causas da Homossexualidade: Teorias Contemporâneas


Olá! O que segue nesse post é um fragmento de algumas páginas da minha leitura atual. A referência está no rodapé 😉

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[Moral, psicológico, biológico, psicológico biológico e agora teológico - por Leanne Payne] 

Freud, pai da psicanálise moderna, via a homossexualidade como um distúrbio psicológico, mas acreditava que esta fosse praticamente intratável. Suas ideias foram transmitidas sem refutação adequada até umas duas décadas atrás. Antes de Freud e do advento do estudo sério dos componentes inconscientes do comportamento humano, os de tradição judaico-cristã, como também a maior parte do mundo ocidental, via-se a homossexualidade quase que exclusivamente em termos morais e mesmo criminais. À medida que o homossexualismo foi sendo estudado e, finalmente, compreendido como uma das mais complexas neuroses sexuais, o desequilíbrio pendeu na outra direção, e muitos passaram a vê-lo quase que exclusivamente em termos psicológicos. Dessa forma, os aspectos morais e espirituais do problema foram descartados, e mais tarde negados completamente por alguns - apesar do fato de que o próprio Freud cresse que, em última instância, os homens sejam responsáveis por suas escolhas e, portanto, pela maneira como procuram aliviar a solidão e dor interior. A pessoa de cultura média hoje em dia, criada num ambiente intelectual permeado por versões populares e diluídas da teoria freudiana, acredita que a psicanálise declara que as pessoas não são responsáveis por suas neuroses porque elas foram causadas por complexos do inconsciente, resultados de traumas infantis sobre as quais elas não têm controle algum.

[...]

Depois desse desequilíbrio, de ver a homossexualidade exclusivamente em termos psicológicos, veio o impulso e a tentativa de compreender a homossexualidade como um problema meramente biológico, em vez de moral ou psicológico. Até bem recentemente, os efeitos de feridas psicológicas na infância, antes que a criança pudesse formar conceitos - ou seja, antes, durante o primeiro ano de vida - geralmente não eram levados em conta. Em termos práticos, ainda não são compreendidos. Para alguns, portanto, o surgimento de neuroses homossexuais precoces parecia ser nato - terem vindo com o bebê.
Porém, as tentativas de fixar o fator causal no biológico não tiveram êxito, e apesar de relatos contrários, não existe evidência científica de que fatores genéticos ou endócrinos sejam causadores do comportamento homossexual.

Talvez por esta razão, no momento, os apologistas do homossexualismo parecem depender mais da teoria de que o comportamento homossexual seja biológica e psicologicamente normal - algo não mais inusitado do que ser canhoto. É claro que nessa ideia está inerente a noção de que a pessoa é biológica ou psicologicamente fadada a ser homossexual ou heterossexual. Como isso não foi provado e na verdade vêm contra todo o melhor conhecimento biológico e psicológico que possuímos, os seus argumentos deixam de responder a uma pergunta. Eles passam então a procurar o efeito desejado, associando a situação do homossexual a dos demais destituídos ou desvalorizados e às minorias em todo lugar. Tais argumentos, portanto, dependem, descaradamente, do poder de associação, e esse truque é trabalhado ao máximo a fim de ganhar reconhecimento e poder sociopolítico, de forma cuidadosa, se bem que ilógica, relacionando-a à luta por direitos iguais para negros, mulheres e outras minorias.

Alguns, com alguma inclinação teológica e seguindo a direção de certo teólogo anglicano, deram mais um toque ao argumento dizendo que a condição homossexual é uma expressão da variedade na criação que Deus planejou. Sendo assim, algumas vozes dentro da igreja chegaram à mesma conclusão [...], perguntando, com o acréscimo desse ponto de vista: "Por que - se Deus os criou assim - o direito deles, de intimidade genital, deveria ser considerado imoral?" Alguns passam então a inventar um sistema de ética para essa atividade que inclua fidelidade a um parceiro e casamento homossexual - a fim de evitar a promiscuidade homossexual! Em tudo isso eu vejo a presença do deus fálico e, na atual exaltação daquilo que vem por instinto, um curvar-se aos deuses tenebrosos do sangue. A Castidade pura e a alegria do Celibato não podem ser mencionados nesse ambiente. A doce Razão também baixa a cabeça e sai de fininho. Sinto revolta, não na presença de alguém que precisa de libertação da condição homossexual, mas ante tal exibição perante um ídolo fálico. O trágico efeito de tudo isso é, naturalmente, impedir pessoas [...] de encontrarem a cura de que necessitam.

Talvez essas exigências partindo de dentro da Igreja, absurdas que são, tenham nos feito um favor. Elas apontam forçosamente para o fato de que a Igreja, como um todo, não tem sabido como ministrar a cura que esses sofredores necessitam. Portanto, os que afirmam o ponto de vista tradicional bíblico, quanto ao pecado e a cura do homossexualismo ("Tais fostes alguns de vós, mas vós vos lavastes... "), estão à procura de respostas pastorais e quando não as encontram, clamam: "Onde estão as respostas?" Clamar por respostas pastorais é clamar pelo poder de curar os aleijados de espírito e alma. O comportamento homossexual é, ao mesmo tempo, pecado e imaturidade. O aspecto pecaminoso tem a ver com a imperfeição do espírito humano e é curado através da confissão e perdão do pecado pessoal. O aspecto de imaturidade faz parte da deficiência da alma - aquilo que precisa ser endireitado para que espírito e alma possam crescer em liberdade.

Se desejarmos isso, e sinceramente orarmos a respeito, o clamor por resposta pastoral colocará os dons de cura da Igreja em evidência. É o que o Rev. Bennett J. Sims, Bispo Episcopal de Atlanta, pede em sua excelente declaração pastoral: "Sexo e Homossexualidade". Com a convicção de que Deus deseja a cura, temos como norma a heterossexualidade; confiamos no poder do Espírito de fazer florescer novamente os dons de cura da Igreja".

Fonte: Livro "Imagens partidas", da autora Leanne Payne; Páginas 30 - 33; Editora Sepal, 2001

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