FILME | A torre negra


Por Danilo Briano:

Se você ainda não assistiu ao filme, alerto que esse texto terá Spoilers.

A Torre Negra é um filme que prende a atenção do começo ao fim. Baseado em um livro do Stephen King com o mesmo nome, essa adaptação vem com um roteiro bem interessante: muita ação, drama e um toque de comédia; em uma história intrigante que discute alguns conceitos filosóficos.


Jake Chambers

O filme começa com um adolescente, Jake Chambers, tendo sempre o mesmo sonho: “Uma torre sendo destruída. Fogo e a escuridão tomando conta do planeta Terra.” Sua mãe e seu padrasto acham aquilo muito estranho, chegando ao ponto, de pensarem em interná-lo em uma clínica psicológica.

Acontece, porém, que esse sonho era uma visão de algo que estava para acontecer! Realmente, as trevas estavam conquistando o poder no “outro mundo” e isso estava trazendo consequências naturais para o nosso planeta - como uma incidência muito frequente de terremotos.

Jack começa a ser perseguido por criaturas malignas desse “outro mundo”, que o consideram uma ameaça aos seus planos. Por pouco ele consegue escapar, e acaba entrando em um portal, onde encontra o pistoleiro Roland, o último da linhagem dos pistoleiros.

Roland – Falta de fé e suas consequências

O mundo onde vive Roland estava se autodestruindo. O mal se alastrava cada vez com mais força. Os pistoleiros foram dizimados e inclusive o pai de Roland, morre nas mãos de Walter Padick, gerando uma falta de fé, de perspectiva sobre a verdadeira função do pistoleiro.

Ao invés de proteger a Torre Negra, e impedir um colapso total dos planetas, Roland queria vingar a morte do pai.

Um abismo leva a outro abismo. A perversidade só aumentava porque o mundo estava perdendo a fé na justiça, sendo levado ao egoísmo e ao destino final que é muito enfatizado no filme: "O fogo e a escuridão irão reinar!"

Roland – Exaustão e a confiança

Não é uma justificativa, mas todo ser humano é movido por incentivos, e quando estes não são vistos por nós, tendemos a nos desmotivar e a querer abandonar os nossos objetivos – “Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos". Roland estava desgastado devido a uma luta solitária contra um sistema devastador. Não vendo os resultados da sua luta, estava quase "entregando os pontos", esquecendo a razão do seu esforço.

Roland tinha todos os atributos físicos de um pistoleiro, boa mira, agilidade, resistência, mas o seu psicológico estava abalado. O que dá um novo ânimo a ele é o garoto Jake Chambers, totalmente despreparado, mas com uma determinação de um leão! Até mais importante do que um exército bem armado, era a confiança, que foi restaurada por esse personagem aparentemente fraco.

Conclusão

O filme é muito bom, além de toda ação envolvente da trama, ele passa valores que destoam dos conceitos pós-modernos, como uma definição concreta do bem e do mal. O bem é representado pelo sacrifício, compaixão e a luta por um bem maior; o mal pela ganância, a destruição e o rebaixamento das pessoas.

Por fim, outro tópico interessante é a própria Torre Negra, uma espécie de símbolo da moralidade e dos valores. Algo que ali representa a fé em um mundo melhor. Luz e esperança, ao invés de fogo e escuridão.

***
+info: A Torre Negra / Lançamento: agosto de 2017 / Direção: Nikolaj Arcel / Gênero: fantasia; aventura / Duração: 1h e 35m / Classificação: 12 anos


 TRAILER




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