EU LI #34 | Querida Sue, de Jessica Brockmole


Pior livro que eu li em 2016

Eu já imaginava que esse dia chegaria, quando ao terminar a leitura de um livro ruim eu sentisse vontade de escrever sobre ele aqui no Blog. Pois vamos lá. 

Li Querida Sue por um acaso, gosto de romances históricos e o contexto da 1ª e 2ª guerras mundiais parecia promissor. O livro é bem escrito, sua estrutura é epistolar, a autora intercalou os períodos das duas guerras muito bem, quanto a isso o livro é bom.

Porém vamos a história, não vou dar muitos detalhes, mas basicamente acompanhamos o romance entre Elspeth e David, ela escritora poetisa, ele estudante de medicina. O livro começa em 1912 alternando com os fatos do futuro de 1940.

Até o ponto que desconhecemos a existência do Ian na vida de Elspeth (esposo dela) a história é razoável, mas a partir da menção desse personagem torna-se intragável. O que a autora fez nesse livro foi relativizar tudo o que ela pôde: casamento, filhos, Deus, a maternidade... nada é definitivo, inteiro, completo... o importante é ser feliz "aqui" e "agora". 

O que me deixou mais desconfortável ao ler esse livro é constatar que ele é um reflexo da mentalidade ocidental atual. Não há valores ou princípios, vale tudo em nome do "amor", dos "sonhos" ou da "felicidade", mesmo quando isso é alcançado em detrimento de outros ou de famílias inteiras. Ainda há um claro discurso feminista em alguns trechos e apelo ao aborto. Outra coisa que não simpatizei foi o excesso de livros e autores citados, ficou muito repetitivo. 

Para quem já leu - pasme talvez - o meu personagem preferido (ou o melhorzinho) foi o Ian e detestei o final que a autora deu para esse personagem.

Não recomendo! 😒


***
+ Info: Querida Sue, de Jessica Brockmole / Título Original: Letters from Skye, 2013 / São Paulo:  Arqueiro, 2014, 256p. 

★★
Dificuldade: FÁCIL
      

4 comentários:

  1. Pois, convém lermos com maturidade obras que vão contra o nosso modo de pensar, pois assim ficamos também mais maduros para quem veicula valores contrários. O problema é muitos não terem esse discernimento e deixarem-se acriticamente ir na onde ou então tentarem impedir quem discorda de nós. Gosto dessa frontalidade Kelly sem censura.

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    1. Olá Carlos, acho válido criticar pontos de vistas diferentes dos nossos, até mesmo porque tecer uma boa crítica é sempre mais difícil que fazer elogios.

      Quanto a ler de tudo, é como você disse ficamos mais maduros ou ganhamos mais argumentos contra aquilo ou aquelas posições contrárias as nossas.

      Eu ainda vou ler o Zweig rs.
      Abs.

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  2. Kelly, esse livro estava na minha lista para próximas leituras... Mas, agora não sei se ainda vou querer ler!

    Obrigada por sua sinceridade! rsrsrs

    Bjs

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    1. Olá Inae! Não é um livro que recomendo, mas talvez tenha que descobrir por si mesma. Se chegar a ler quero saber suas impressões :)

      Bjim

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